Similaridade Real entre o DNA humano e o DNA do chimpanzé está entre 70% a 80% (e não 98% como é consenso)
É um
consenso entre nós que a similaridade entre o genoma do chimpanzé
(Pan troglodytes)
e o genoma humano (Homo
sapiens) é
algo entre 98% a 99%. Poucos, porém, sabem que essa suposta verdade
científica reflete muito mais um viés evolucionista do que
propriamente uma avaliação neutra, não viciada do nosso material
genético.
A
contestação deste fato não é recente, mas somente nos últimos
anos a constatação da real similaridade é algo ao alcance
doméstico. Diversos bancos de genomas são abertos ao público que
pode não apenas fazer o download dos genomas disponíveis como
também de programas de análise genética. Claro que um pouco de
conhecimento técnico sobre o assunto seria necessário para alguém
usar os arquivos e os programas de forma eficiente, mas não é nada
que também não esteja ao alcance do público.
O
artigo de Jeffrey P. Tomkins, “Documented
Anomaly in Recent Versions of the BLASTN Algorithm and a Complete
Reanalysis of Chimpanzee and Human Genome-Wide DNA Similarity Using
Nucmer and LASTZ”
revela uma similaridade entre 70% à 80%. Mas
como é possível uma discrepância tão grande? A similaridade entre
98% e 99% é obtida quando o DNA é seletivamente analisado
ressaltando exatamente os trechos de alta similaridade entre os dois
genomas (o que acontece por motivos evolucionistas).
Boa
parte da dissimilaridade recai sobre o malfadado ‘junk DNA’,
trechos genômicos que a teoria da evolução considera sucata
evolucionária sem função alguma e, portanto, passível de ser
desconsiderado numa análise de similaridade. Estimou-se que uns 75%
a talvez 92% do nosso DNA seja inútil. Isso mesmo! Inútil! No
entanto é cada vez mais patente que o ‘junk DNA’ possui funções
essenciais na regulação da expressão genética. O ENCODE
Project Consortium
afirmou no artigo “Conceptual
and Empirical Challenges of Ascribing Functions to Transposable
Elements”,
causando algum reboliço, que para 80% do nosso DNA foi encontrada
até o momento alguma função bioquímica.
Naturalmente
surgiram críticas, de natureza mais filosófica, porém do que
propriamente científica. Sem entrar em mais detalhes a discussão se
resume à oposição: Materialismo Científico (ateísta) versus
Criação e, como que cada visão afeta a definição de função em
sentido biológico. Os críticos apontam que a definição de função
do projeto ENCODE é “muito liberal”. Em um contexto
evolucionista uma condição necessária de funcionalidade é a
conservação de trechos genéticos entre diferentes espécies (na
linhagem evolucionária), assim só é funcional as partes do genoma
que possuem alguma contraparte em outras espécies e, portanto na
comparação entre genomas só entram trechos que possuem certo grau
de similaridade entre si. A ideia é que a pressão evolutiva faz com
que trechos genéticos importantes e funcionais sejam conservados e
quanto mais vitais mais conservados. No entanto há exemplos de
elementos ultraconservados que parecem não exibir nenhuma função
biológica evidente e importante (embora não signifique que não
sejam funcionais), desafiando a teoria.
É
certo que o DNA é mais complexo e misterioso do que pensávamos e
também é certo que a visão evolucionista tem tendência a
considerar sem função tudo aquilo para o qual ela não encontra uma
“explicação decente” (ateísta).
Comentários
Postar um comentário